Melhores Filmes de 2017

O documentário Martírio é o melhor filme de 2017 pelo Calvero

Com a chegada do final do ano todo crítico realiza a sua religiosa lista de melhores filmes assistidos durante o período. E, claro, não estamos fora desse balaio. Conforme realizado em 2016, nosso site dá continuidade em selecionar os 10 melhores filmes segundo o nosso time. Em 2017 estipulamos como critério a inclusão da lista dos colaboradores mais ativos e como recorte serão selecionadas apenas produções lançadas comercialmente no ano. Anteriormente vivíamos fora da curva, elencando o que havíamos assistido em festivais e mostras, alinhados mais com o circuito estrangeiro do que o nacional. Agora decidimos nos adequar à editoria clássica das listagens que inundam a internet. É o que parece ser o correto, mesmo não sendo a quebra de paradigma que gostaríamos. Mas vamos deixar o teor disruptivo para os filmes selecionados e que refletem cada vez mais a necessidade de destacar direitos e representatividade em diferentes esferas. Que 2018 continue nos tirando da zona de conforto com produções que modifiquem o status quo e abram sempre nossas mentes para debates.

Confira a nossa lista de melhores do ano e logo em seguida a lista individual de cada um dos colaboradores.

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Maren Ade e o cinema no qual o inferno são todos os outros

todososoutros12016 foi o ano dela. Apesar de ignorado pelo júri do Festival de Cannes, Toni Erdmann (2016) foi, sem dúvida, o seu grande destaque e não se deve ao fato de que a diretora Maren Ade era exatamente uma revelação. Afinal, o seu primeiro longa-metragem Floresta para Árvores (Der Wald vor lauter Bäumen, 2005) já havia angariado diversas distinções em importantes festivais de cinema independente, com prêmios em Sundance e no IndieLisboa. Todos os Outros (Alle Anderen, 2009), segundo longa de Ade, também se destacou no circuito ganhando prêmio no Bafici e o Urso de Prata em Berlim. Porém com Toni Erdmann, ela esteve no pódio em nove a cada dez listas de melhores do ano, incluindo o primeiro lugar nos rankings das revistas Cahiers du Cinéma e Sight & Sound. Fora uma carreira iniciante, porém sólida na direção cinematográfica, Maren Ade é bastante prolixa no meio da produção, tendo co-produzido os filmes mais recentes de Miguel Gomes, Tabu (2012) e a trilogia As Mil e Uma Noites (2015).
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