Precisamos ler sobre Kubrick

As entrevistas concedidas por Kubrick podiam ser chamadas de raridades. Recluso e excêntrico, foram poucos os momentos em que o cineasta americano se mostrava receptivo em abordar sua filmografia e processo de criação. Não é à toa que Kubrick (Michel Ciment, trad. Eloisa Araújo Ribeiro, 2017, 370p.), lançado anteriormente pela Cosac Naify e agora relançado em outra belíssima edição pela editora Ubu, é um exemplar que se detém mais em depoimentos de profissionais próximos do cineasta do que declarações do próprio. Mas assim é de um rigor e primor que avança até mesmo abrangendo sua última realização, o excepcional De Olhos Bem Fechados (1999), o qual o diretor faleceu antes de assistir finalizado.

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