Festival do Rio 2018: As carências e a ingenuidade em Selvagem

Não há grandes novidades na abordagem de Selvagem (Sauvage, 2018), primeiro longa-metragem dirigido pelo reconhecido curta-metragista Camille Vidal-Naquet. Nome já conceituado pela mostra da Semana da Crítica do Festival de Cannes, ele encara aqui uma empreitada visceral ao desbravar a trajetória de alguns dias na vida de um michê gay. Através de um caminho seguro já percorrido por diretores como Gus Van Sant e até mesmo R. Werner Fassbinder, Vidal-Naquet desenvolve seu filme sem agregar muito à temática ou na construção narrativa. Porém é inegável o quão é enérgico e impactante no seu estudo sobre o seu personagem principal, o jovem Léo, em excepcional performance de Félix Maritaud.

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