Pendular – Amar é um pêndulo

Pendular (2017), dirigido por Júlia Murat, não é o primeiro e com certeza não será o último dos filmes neste planeta a falar de relacionamentos em crise. Mas com certeza é um dos poucos que questiona a ideia vendida pela publicidade e por tantas produções audiovisuais de que uma relação passa por fases boas e ruins, assim, bem definidas e identificáveis. Júlia foi buscar inspiração na fonte certa, a sempre inovadora e surpreendente artista Marina Abramović, que na performance intitulada Rest Energy, onde, acompanhada de seu companheiro Ulay, tentava manter o equilíbrio para evitar que uma flecha segurada por ele atingisse seu peito. Marina colocou na mão do homem que amava algo que colocava sua vida em risco. E não seria isso que acontece quando optamos por dividir a vida com alguém?
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