Logo no segundo dia de exibições do 8º Olhar de Cinema de Curitiba dois filmes chineses chamaram a atenção: No Alto da Montanha (Hue Shen, 2018), de Yang Zhang, e Pretérito.Imperfeito (Wan Mei Xian Zai Shi, 2019), de Shengze Zhu. O primeiro como parte da mostra Outros Olhares e o segundo concorrendo aos prémios principais da mostra competitiva.

Estes filmes tornam visível um pensamento curatorial (Eduardo Valente, Aaron Cutler, Antônio Junior e Carla Italiano) que investe no diálogo como conceito. São produções que ilustram uma China contemporânea complexa, que salta de uma pré modernidade para uma pós modernidade mediada por evoluções sobretudo tecnológicas. Elas, as evoluções, fazem parte da rotina das pessoas ordinárias, desimportantes, e que em função da gigantesca população dão acesso exponencial às traquitanas do consumo. Um consumo não só ligado à tecnologia, como toda sorte de produto que provavelmente nem precisaria existir, mas que hoje faz parte da vida dos chineses.
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