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Tag: Luca Guadagnino

Melhores filmes de 2018

Mais um ano acaba e como sempre, realizamos nossa já tradicional listagem de melhores filmes assistidos conforme lançados comercialmente no Brasil. A partir desse ano também iremos considerar os lançamentos realizados exclusivamente por plataformas de streaming. E a abertura para esses filmes distribuídos em larga escala digitalmente tornou possível a entrada de dois títulos em nossa lista: duas produções elogiadas e premiadas em festivais internacionais como Veneza e Cannes, uma mexicana e outra italiana.
O Brasil está em destaque em nossa listagem com quatro títulos (um deles como co-produtor) que refletem muito a respeito da diversidade da cinematografia brasileira contemporânea. Houve ainda espaço para duas produções francesas e mais duas de alguns dos diretores norte-americanos mais importantes das últimas décadas. Em tempos de obscurantismo e retrocesso político, essa lista e a lista individual de todos os envolvidos não deixa de ser ato de resistência. Que venha 2019. Resistiremos.

Confira a nossa lista de melhores do ano e logo em seguida a lista individual de cada um dos colaboradores.
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O cinema no armário em Me Chame Pelo Seu Nome e Beach Rats

Existem duas formas errantes de descobrir o mundo: através de um coração partido ou através da incompreensão. Ambas são uma busca pelo amadurecimento. Através dessas duas estradas, duas recentes produções retratam personagens gays ao trilharem concepções muito particulares sobre um mesmo tema. A primeira é o aclamado e indicado ao Oscar Me Chame Pelo Seu Nome (Call me by your name, 2017) e a segunda é a sensação indie – inédita nos cinemas e festivais brasileiros, mas agora disponível pela Netflix -, o drama Beach Rats (2017). Apesar de caminhos e ambientações muito distintos, as duas produções se encontram em diversos momentos traçando um certo paralelismo. Resumidamente, são filmes que retratam as dificuldades de personagens gays ainda em armários, enrustidos quanto a sua condição e descobrindo maneiras de se relacionarem com outras pessoas e amadurecerem (ou não) nesse processo. Chamada de “estética do armário”, esse filão no cinema queer, para alguns críticos, só perpetua uma visão padronizada dos homossexuais e, no cenário atual, regride o retrato dos gays a um clichê dos filmes dos anos 90, época em que produções com essa abordagem atingiram seu auge. Para outros, porém, é uma maneira de mostrar que independente de ser na Itália de 1983 ou nos Estados Unidos de 2017, ainda existem histórias complexas sobre o tema da autodescoberta e auto-aceitação. Como conclusão breve, é um atestado que persiste ainda a dificuldade de alguns membros da comunidade LGBTQ em sair dos armários devido a preconceitos e estigmas da nossa sociedade.

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Coitus interruptus: Cinquenta tons mais escuros de frustração

Fifty Shades Darker
É chover no molhado comentar que existem livros e filmes que tratam da temática erótica com maior êxito do que a trilogia Cinquenta Tons de Cinza. A obviedade é gritante, porém nunca é demais lembrar. Lembrar também que a escrita de E. L. James é primária, contida e fria, e que seu controle sobre a produção cinematográfica baseada em seus livros é o que leva a serem realizados filmes sem profundidade alguma que mais ameaçam do que realmente cumprem. Mesmo originada de um fanfic da terrível saga Crepúsculo, existia uma promissora storyline inicialmente na trama ao tratar do embate de poderes entre os sexos.

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