Entrevista: Andrea Kleinman e a edição em Dólares de Areia

A primeira impressão ou emoção que teve um editor ao ver o material bruto de um filme será, provavelmente, a mesma que um espectador terá ao vê-lo terminado. O diretor, por outro lado, será sempre influenciado por todas as etapas pelas quais teve que passar até chegar a esse material. O mesmo com o produtor, o fotógrafo, o diretor de arte. Por isso o editor é também o primeiro espectador de qualquer filme, e parte do seu trabalho é nunca desprender-se dessa sua condição privilegiada.

O olhar fresco do editor, de quem começa a trabalhar quando todo mundo está terminando, somado a todas as outras bases que o sustentam – desde o domínio sobre a linguagem cinematográfica até noções de música e atuação – deve estar presente durante todo o processo de edição. Mantê-lo, quase sempre será um jogo entre esquecer e recordar, ver e desver, uma vez que o que lhe fez rir ao ver uma cena pela primeira vez, como uma piada repetida, já não terá a menor graça depois de vê-la outras dez.

Em Dólares de Areia (2014), um dos destaques na programação portoalegrense em 2015, a editora argentina Andrea Kleinman foi até a República Dominicana e montou o filme na sua locação principal: a casa da protagonista Anne, interpretada por Geraldine Chaplin. A partir de uma entrevista sobre a sua experiência no filme, Andrea abre caminhos para uma discussão sobre o papel do editor, desde a relação de troca que se estabelece com o diretor até a influência que pode ter na interpretação dos atores.

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