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Críticas

O futuro como festival da fé em Divino Amor

O Brasil em 2027. Se o exercício é o de imaginar como vamos estar organizados como sociedade daqui a 18 anos, múltiplas respostas montam um mosaico de cenários: economicamente instáveis; reféns de uma política autoritária; esperando a volta do Messias; menos laico que nunca. O diretor Gabriel Mascaro (Ventos de Agosto; Doméstica) apresenta uma distopia nem-tão-inimaginável assim em Divino Amor (2019).

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Coberturas Críticas

Por trás da linha de escudos: o cinema de riscos

Em 2009, ao lançar o documentário Pacific (2009), o cineasta pernambucano Marcelo Pedroso debateu a forma banal como hoje se dá a captação da imagem e lançou olhar sobre a classe média. Para isso, utilizou o registro dos passageiros de um cruzeiro e a forma como desfrutavam dos excessos ali oferecidos. Isso permitiu escancarar um espírito que, naquele contexto, era levado à máxima potência. Neste seu mais recente trabalho, intitulado Por trás da linha de escudos (2017), Pedroso volta a lançar seu interesse sobre um grupo antagônico às suas posições. Assumidamente de esquerda, já tendo militado por causas como a da Ocupação Estelita, no Recife, o cineasta aqui busca abordar o cotidiano dos militares dentro do Batalhão de choque da PM pernambucana. Entre operações, treinamentos, entrevistas e atividades de descontração, a equipe aos poucos se infiltra em um terreno de oposição com intuito de apresentar ao público uma realidade pouco vista no cinema.