Festival do Rio 2018: O intenso Caos e a ascensão de Nadine Labaki

Nos seus trabalhos anteriores, o açucarado Caramelo (2007) e o ingênuo E agora, para onde vamos? (2011) a diretora e atriz libanesa Nadine Labaki toca em questões existenciais e sociais de maneira branda, através de uma direção bastante convencional. Reconhecida por grandes festivais, como o de Cannes, onde já levou prêmio do júri ecumênico, e San Sebastián, premiada pelo público, Labaki ganha notoriedade como representante de um certo world cinema. Seu mais recente trabalho, contudo, atinge um novo nível de apreço em tal circuito ao ser ovacionado em Cannes e conquistado o Prêmio do Júri, primeira vez entregue a uma cineasta árabe.

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Na Vertical – Na terra dos homens

Alain Guiraudie desenvolve um cinema que primordialmente retrata o universo do homem e a sua masculinidade, além dos relacionamentos e sexualidade ambíguos. Dentro desse ambiente essas facetas surgem e se revelam profundas como forma de conforto ou sobrevivência. Na Vertical (Rester Vertical, 2016), selecionado para o Festival de Cannes em 2016, talvez seja o auge do diretor em retratar o conflituoso e dúvido universo de seus personagens masculinos. Misturando o onírico com um tom quase documental, Guiraudie realiza um filme de reações extremas tanto dos personagens como dos espectadores.

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Personal Shopper: minimalismo, espiritualidade e ceticismo

1200Talvez por brincar com tópicos incomuns ao seu cinema, como o espiritualismo e o sobrenatural, muitos espectadores, em especial a crítica, não simpatizaram com Personal Shopper (2016), o novo filme do cineasta francês Olivier Assayas. A produção rendeu ao realizador a Palma de Ouro de Melhor Direção no Festival de Cannes do ano passado, mesmo após uma recepção morna e polêmica no evento. Essas contradições tornam o filme ainda mais único e interessante para ser analisado.

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