Festival do Rio 2018: As carências e a ingenuidade em Selvagem

Não há grandes novidades na abordagem de Selvagem (Sauvage, 2018), primeiro longa-metragem dirigido pelo reconhecido curta-metragista Camille Vidal-Naquet. Nome já conceituado pela mostra da Semana da Crítica do Festival de Cannes, ele encara aqui uma empreitada visceral ao desbravar a trajetória de alguns dias na vida de um michê gay. Através de um caminho seguro já percorrido por diretores como Gus Van Sant e até mesmo R. Werner Fassbinder, Vidal-Naquet desenvolve seu filme sem agregar muito à temática ou na construção narrativa. Porém é inegável o quão é enérgico e impactante no seu estudo sobre o seu personagem principal, o jovem Léo, em excepcional performance de Félix Maritaud.

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Festival do Rio 2018: O intenso Caos e a ascensão de Nadine Labaki

Nos seus trabalhos anteriores, o açucarado Caramelo (2007) e o ingênuo E agora, para onde vamos? (2011) a diretora e atriz libanesa Nadine Labaki toca em questões existenciais e sociais de maneira branda, através de uma direção bastante convencional. Reconhecida por grandes festivais, como o de Cannes, onde já levou prêmio do júri ecumênico, e San Sebastián, premiada pelo público, Labaki ganha notoriedade como representante de um certo world cinema. Seu mais recente trabalho, contudo, atinge um novo nível de apreço em tal circuito ao ser ovacionado em Cannes e conquistado o Prêmio do Júri, primeira vez entregue a uma cineasta árabe.

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